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A Batalha dos Estados Unidos em Duas Frentes

  • Jun 6, 2015
  • 2 min read

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Não bastasse a guerra econômica, financeira e estratégica lançada contra a Rússia (embargos econômicos e financeiros e mobilização de recursos militares da OTAN sob a justificativa de resposta à "agressão russa" na Ucrânia, os Estados Unidos se envolvem ao mesmo tempo num embate estratégico-militar com a China.

Há tempos a China reivindica dois conjuntos de ilhas, recifes e rochedos, e respectivas áreas marítimas, chamados de ilhas Spratly e Paracel, que ficam no mar da china meridional. Os arquipélagos são também reivindicados, parcial ou totalmente, por outros países da região, notadamente o Vietnã, a Filipinas, a Malásia, e o Brunei. Para afirmar sua soberania sobre as ilhas e respectivas áreas marítimas, a China tem recorrido à políticas mais agressivas, como monitoria e apreensão de barcos estrangeiros e extensão da zona de identificação de defesa aérea sobre a área reivindicada. O mais preocupante, para os países da região, é a ocupação de ilhotas e sua expansão artificial para a criação de bases e aeroportos militares.

Os países da região procuram responder aos movimentos chineses proporcionalmente, e para isso iniciaram uma política de rearmamento, desencadeando uma corrida armamentista na região. Anunciou-se, por exemplo, que o Vietnã encomendou bilhões de dólares em aviões militares (caças e aviões de patrulha marítima), submarinos, e drones.

Os Estados Unidos entendem ser inaceitável o controle do mar da china meridional, e portanto das suas vias marítimas, pela China. Sua política de contenção inclui o desafio ao controle chinês sobre as zonas reivindicadas (realizando, por exemplo, sobrevôo sobre as ilhas artificiais), a venda de armas para os países da região, a manutenção de bases militares no Pacífico (Coréia do Sul e Japão), e ações de cooperação militar (como a que tem mantido com o Vietnã, país contra o qual já esteve em guerra).

A tensão na região levou o jornal chinês Global Times, controlado pelo Partido Comunista, a afirmar que se o objetivo dos Estados Unidos é a suspensão das atividades chineas no mar da china meridional, "a guerra é inevitável".

 
 
 

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