Uma Confissão Inacreditável do Vice-Presidente dos Estados Unidos
- Oct 10, 2014
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Na semana passada, o Vice-Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, confessou, numa palestra dada na Universidade de Harvard, que a Turquia, os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita, o Qatar
e outras nações árabes apoiaram, financiaram e armaram os radicais islâmicos que lutam contra o regime de Assad na Síria. Em suas palavras: "Eles deram centenas de milhões de dólares e milhares de toneladas de armas a quem quer que estivesse lutando contra Assad. O problema é que as pessoas que estavam recebendo esse suprimento eram Al-Nusra e Al-Qaidae outros elementos radicais jihadistas vindos de outras partes do mundo. Nós não conseguimos convencer nossos colegas a pararem aquele fornecimento".
Na verdade, Biden esqueceu de mencionar que os Estados Unidos, através da Missão Especial em Benghazi, estavam operando, juntamene com a Turquia, Arábia Saudita e ouros países do Golfo, um esquema de envio de armas e recrutas da Líbia (e outros países da África do Norte) para os rebeldes sírios. Como na criação da Al-Qaeda no Afeganistão, os Estados Unidos e seus aliados são responsáveis pelo surgimento do Estado Islâmico.
Embora o Departamento de Estado norte-americano (o equivalente ao nosso Ministério das Relações Exteriores) tenha emitido nota esclarecedora e apologética, a revelação do Vice-Presidente demonstra a fragilidade e complexidade (e talvez hipocrisia) da aliança formada pelos Estados Unidos para combater o Estado Islâmico - ISIS. Relatos continuam a brotar a respeito da política bifurcada e contraditória dos países, mencionados por Biden, de combater e apoiar ao mesmo tempo ISIS e outros grupos rebeldes, no esforço concentrado de promover uma mudança de governo na Síria.











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